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Quer parar de fumar? Veja como abandonar o cigarro de uma vez por todas

Uma mão acendendo um cigarro

O tabagismo é uma doença?

Segundo a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10)  tabagismo é uma doença crônica pela dependência da nicotina e está inserido na categoria de transtornos mentais e comportamentais causados pela dependência de drogas psicoativas;

Veja algumas consequências do tabagismo

Existem mais de 7000 substâncias químicas no cigarro, sendo que 70 são cancerígenas. (The Tobacco Atlas - 6th Edition).

As principais doenças que podem ser causadas pelo tabagismo são:

  • Câncer: Diferentes tipos, mas principalmente câncer de pulmão, laringe, esôgafo, estômago e boca;
  • Doenças pulmonares: enfisema, bronquite crônica, asma;
  • Doenças cardiovasculares: acidente vascular cerebral (derrame), trombose, infarto agudo no miocárdio,  hipertensão arterial, aneurismas;
  • Complicações na gravidez;
  • Impotência sexual em homens;
  • Infertilidade em mulheres.

Síndrome de abstinência é o conjunto de sintomas e reações sentidos pelo dependente químico após a interrupção do consumo de nicotina. Varia de pessoa para pessoa e do grau de dependência do tabaco. Geralmente são:

Nicotina

                                                                                                       Infográfico mostrando os principais sintomas da abstinência da nicotina

Embora a porcentagem de pessoas que querem parar de fumar seja alta, apenas 3% conseguem fazer isso sem ajuda, muito por conta da dificuldade em lidar com os sintomas da síndrome de abstinência e por fatores sócio emocionais. 

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Por isso, existem intervenções que podem ser feitas para ajudar uma pessoa que deseja parar de fumar. Estas intervenções são divididas em comportamentais e farmacológicas. Veja abaixo. 

Intervenções comportamentais

Também chamadas de psicossociais, é um conjunto de ações pensadas para entender os fatores psicológicos, sociais e comportamentais que levam uma pessoa a fumar e propor ações para que o tabagismo seja superado:

  • Terapia cognitivo-comportamental;
  • Aconselhamento por telefone ou internet;
  • Ações em grupo ou individuais;
  • Diferentes técnicas e modelos de tratamento, de acordo com o perfil, histórico e motivação do paciente;
  • Feitas em ambiente hospitalar ou não-hospitalar;
  • Podem ter diferentes intensidades. Por exemplo, 3 vezes por semana;
  • Intervenção breve ou a longo prazo.

Não existe uma abordagem que seja mais eficaz que a outra. O especialista vai entender qual o modelo se encaixa melhor na necessidade de cada pessoa. O objetivo das intervenções comportamentais é dar apoio e condições para que a pessoa passe pelo processo de parar de fumar (que não é fácil) da melhor maneira possível e com menos chances de recaídas..

Intervenções farmacológicas

As intervenções farmacológicas para a dependência química da nicotina muitas vezes são necessárias para complementar as intervenções comportamentais e dependem da necessidade do paciente, do grau de dependência, da tolerância e da preferência individual. 

Elas também são planejadas para ajudar a pessoa a passar pela síndrome de abstinência. Esses fármacos usados podem ser divididos em 2 grupos:

  • Nicotínicos:

Fármacos que fazem o uso da nicotina em doses menores para ajudar o paciente a ter menor dependência dessa substância, e a conseguir passar com mais tranquilidade pelos sintomas da síndrome de abstinência. A terapia de reposição da nicotina (TRN) é um dos métodos mais usados sendo que, no Brasil, estão disponíveis a reposição de nicotina por goma de mascar e por adesivos para serem colocados na pele;

  • Não nicotínicos

Os principais fármacos não nicotínicos são os antidepressivos que ajudam o paciente a sentir menos os efeitos depressivos da síndrome de abstinência. 

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Brasil é exemplo no combate ao tabagismo

O tabagismo é considerado um problema de saúde pública e uma pandemia global de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Segundo a entidade, existem 1 bilhão de adultos fumantes no mundo, sendo que destes, pelo menos, 367 milhões dizem que pretendem parar de fumar. 

Os especialistas sabem que acabar com tabagismo é complexo, sendo necessário um empenho forte das autoridades e da sociedade.

O Brasil hoje é considerado um exemplo em políticas antitabagistas com uma redução de 40% do número de fumantes entre 2006 e 2018. Mesmo assim, cerca de 156 mil pessoas morrem por ano em decorrência do tabagismo, uma média de 428 por dia, que causam um custo de 56,9 bilhões de reais em despesas médicas e perda da produtividade (https://www.inca.gov.br/tabagismo). São mortes que poderiam ter sido evitadas

Importante: Este texto tem caráter apenas informativo. Se você deseja parar de fumar fale com o seu médico. Na Amparo Saúde somos especialistas em Atenção Primária à Saúde e temos grupos antitabagistas. Fale com a gente!

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Fontes

https://files.tobaccoatlas.org/wp-content/uploads/2018/03/TobaccoAtlas_6thEdition_LoRes.pdf

https://www.inca.gov.br/tabagismo

https://www.who.int/teams/health-promotion/tobacco-control/who-report-on-the-global-tobacco-epidemic-2019

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2008000200005

Décima Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças  e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10 - 1997