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Setembro Amarelo e suicídio: 6 mitos que só aumentam o tabu

Imagem de uma pessoa segurando um laço amarelo

Um fenômeno que acontece com frequência com grandes tabus da sociedade, é a crença de que falar sobre esse assunto pode aumentar a sua incidência de algum modo. O suicídio é um desses tabus e, talvez, um dos temais mais sensíveis de serem tratados.

Entretanto, como veremos mais para frente, os especialistas recomendam exatamente o contrário: quanto mais falamos sobre suicídio, maior a chance de encontrarmos soluções e meios de prevenir o problema. 

Então, vamos falar abertamente sobre esse assunto?

Antes de começar, caso você esteja com pensamentos suicidas e queira conversar com alguém, fale com o Centro de Valorização da Vida ligando 188. Se preferir, acesse o site da organização https://www.cvv.org.br/.

Importante: esse artigo pode ser gatilho para algumas pessoas. 

De onde vem o Setembro Amarelo?

Desde 2003 o dia 10 de setembro é marcado como o dia de conscientização para prevenção do suicídio, com ações sendo feitas em muitos países. No Brasil, desde 2015, setembro é o mês para falarmos sobre esse tema sensível com ações em nível nacional, sendo que, nos últimos anos, a Campanha do Setembro Amarelo vem ganhando ampla atenção nos meios de comunicação e aderência da população.

A origem do Setembro Amarelo não está bem clara, mas algumas fontes informam que essa campanha teve início nos Estados Unidos em 1994 por conta o suicídio do jovem Mike Emme. No dia do seu velório, os pais do jovem distribuíram fitas amarelas com a frase “se você precisar, peça ajuda” e isso foi o começo do movimento.

A Organização Panamericana de Saúde estima que todos os anos 800 mil pessoas tiram a própria vida, sendo a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos em 2016. Por isso, o suicídio é considerado um problema de saúde pública que afeta todos os países e culturas do mundo e gera um sentimento de culpa e incredulidade em famílias e comunidades.

Segundo o Centro de Valorização da Vida, pensar na morte faz parte da vida e não necessariamente significa que estamos pensando em suicídio. A morte é uma das poucas certezas que temos na vida e o fim inevitável para alguns ou um rito de passagem para outros. 

Leia também: Consulta por Telemedicina é mais "fria"? Confira mitos e verdades sobre essa nova modalidade de saúde. 

Para a psicóloga da Amparo Saúde Nathalia de Souza Machado dos Reis ""A morte é uma condição inerente ao ser vivo, mas no suicídio o desejo de interromper a vida pode estar relacionado à necessidade de suprimir um sofrimento agudo, no qual há perda de sentido em diversos aspectos da vida. Trata-se, portanto, de um fenômeno complexo que abarca aspectos de ordem pessoal e social, necessitando de escuta qualificada e acolhimento profissional."

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Mitos sobre suicídio que só pioram o problema

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem alguns mitos sobre suicídio que geram estigma e contribuem para que as pessoas se sintam envergonhadas e, em último caso, não procurem ajuda. Vamos falar sobre alguns deles:

  • Uma vez suicida, sempre suicida: uma pessoa que teve pensamentos suicidas ou tentou se matar, não necessariamente tentará novamente ou terá esses pensamentos recorrentemente. 

Esse mito é muito danoso, pois intrinsecamente passa a ideia de que não há muito o que fazer para ajudar essa pessoa. Isso é um mito! Sempre há o que fazer.

Além disso, coloca um estigma que a pessoa precisará lidar pelo resto da vida.

  • Falar abertamente sobre o tema pode incentivar o suicídio: ao contrário, quando falamos sobre o assunto, uma pessoa que esteja com pensamentos suicidas pode se sentir à vontade para se expressar e, assim, conseguimos ajudá-la mostrando outras alternativas. 

Precisamos, sim, falar sobre suicídio.

  • Somente pessoas com transtornos mentais se matam: os motivos e as causas para o suicídio são muito complexos, sendo os transtornos mentais  uma porcentagem das causas.
  • Uma pessoa que tentou se matar não tentará de novo: na verdade, os dias seguintes à tentativa de suicídio são os mais críticos, pois a pessoa pode tentar o ato novamente.

Tentativas de suicídio anteriores são o fator de risco mais importante para o suicídio. 

  • A maioria dos suicídios acontecem sem aviso prévio: esse é um dos maiores mitos a serem combatidos. A maioria das pessoas que cometeram suicídio deram sinais de alerta de que precisavam de ajuda e isso tem a ver com o próximo mito.

  • Quem vai se matar, não sai anunciando”: quando falamos sobre prevenção ao suicídio é exatamente o contrário. Quem está pensando em se matar, pode chegar a verbalizar a sua intenção. 

Ao contrário do que diz o ditado popular, “cão que ladra, morde”. Ou seja, a pessoa que fala abertamente que tem pensamentos suicidas pode, sim, cometer o ato. 

A seguir listamos outros sinais de alerta para você ficar atenta(o).

Sinais de alerta para o suicídio

  • Sinais verbais: como dissemos acima, algumas frases podem indicar um comportamento suicida. Preste atenção e leve a sério frases como “vou acabar com tudo”,  “quero sumir” ou “não aguento mais”.
  • Sinais comportamentais: isolamento social, excesso ou falta de sono; excesso ou falta de apetite; excesso ou falta de libido, agressividade e desinteresse por atividades que gostava de fazer.
  • Depressão: a depressão é uma doença que está relacionada ao maior risco de suicídio. Por isso, conhece alguém que esteja sofrendo de depressão? Fique ao lado dessa pessoa ouvindo-a e identificando algum dos sinais acima.

Por fim, caso você suspeite que uma pessoa esteja pensando em se matar, é fundamental não deixá-la sozinha, minimizar os riscos potenciais como o acesso às armas de fogo e conversar com ela. Às vezes, essa pessoa só quer ser ouvida.

Além disso, procure ajuda profissional de um médico ou psicólogo

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Pra você saúde mental e psicólogas(os) ainda são um tabu?

Vamos mudar isso! Caso você esteja sentindo algo ou precise conversar com alguém, fale com a Amparo Saúde! Temos um time de especialistas em saúde mental prontos para te acolher, ouvir e te ajudar a ter mais saúde mental e qualidade de vida. Nossas(os) psicólogas(os) e médicas(os) de família atendem via telemedicina com total sigilo no conforto e segurança da sua casa.

A Amparo Saúde está ao seu lado!

 

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