banner01

O que é Síndrome de Burnout? Veja como essa doença pode ser perigosa

Uma médica negra segurando um caderno de anotações

Hoje com a rotina de trabalho das pessoas cada vez mais estressante somada a um nível de cobrança e autocobrança exacerbado, um quadro psiquiátrico antes pouco comum está se tornando uma rotina nos consultórios pelo mundo: Síndrome de Burnout ou “queimando por dentro”, em tradução livre do inglês. 

Poucas vezes um nome de um transtorno ou doença foi tão apropriado quanto para essa síndrome. Metaforicamente, é como se a pessoa queimasse por dentro, se esgotasse, como uma fogueira que se apaga. 

Continue lendo o texto para entender como a Síndrome de Burnout funciona. 

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, infelizmente está se tornando mais comum do que imaginamos. 

Tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a incluiu na 11º revisão da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) como um fenômeno ocupacional. 

A maioria das definições da Síndrome de Burnout  está vinculada a estresse crônico (físico e emocional), despersonalização (a sensação de não estar no próprio corpo ou mente, como se estivesse vendo o mundo por uma tela) e redução de atividades relacionadas ao trabalho.

Falar sobre Burnout implica em falar de ambiente e rotina de trabalho, pois é nesse ambiente de maior pressão que a síndrome costuma se manifestar. Porém, não podemos ignorar que essa doença também pode aparecer em outras situações de pressão, como em pessoas que estão estudando para concursos ou vestibular.

17_ILUSTRAÇÃO

Quais são as causas da Síndrome de Burnout? 

Além do excesso de trabalho, outros fatores também são relevantes, como pressão por resultados rápidos, metas inalcançáveis, ambiente tóxico no trabalho e carga horária inflexível. 

Em 2020, por conta da pandemia de Covid-19, muitas pessoas passaram a trabalhar em home office, o que também aumentou o tempo de dedicação ao trabalho. Se antes tínhamos a sensação de que o expediente acabava quando passávamos pela catraca do escritório, hoje, com o home office, muitas vezes, essa sensação não ocorre, uma  vez que estamos o tempo todo conectados respondendo e-mails e mensagens.

 E isso não é legal para a nossa saúde mental… 

Leia também: Consulta por Telemedicina é mais "fria"? Confira mitos e verdades sobre essa nova modalidade de saúde. 

E como saber se estamos desenvolvendo essa Síndrome?

A Síndrome de Burnout é confundida muitas vezes com outros problemas emocionais, justamente porque os sintomas são muito comuns. 

Por isso o diagnóstico deve ser feito por um profissional da saúde mental.

Existem alguns sintomas que são mais comuns para a Síndrome de Burnout e podemos separá-los em sintomas físicos e mentais.

Sintomas físicos:
Cansaço físico constante
Dor de cabeça frequente
Fadiga
Pressão alta
Alterações de apetite,
Dores musculares,
Problemas gastrointestinais,
Alteração de batimentos cardíacos

Sintomas Mentais e emocionais
Cansaço mental constante
Insônia,
Dificuldade de concentração
Sentimento de derrota e desesperança,
Sentimento de incompetência
Alterações repentinas de humor
Isolamento

Como evitar e/ou tratar a Síndrome de Burnout? 

Veja abaixo algumas dicas para aplicar no seu dia a dia:

  • Organize sua rotina de trabalho: Colocando as coisas sob perspectiva e mudando o olhar para preservar o seu equilíbrio emocional. Pense sinceramente: essa tarefa é realmente tão importante? Você precisa fazer várias coisas ao mesmo tempo?
  • Estabeleça limites nas suas relações interpessoais de trabalho: Isso evita que a sua amizade com um colega seja usada, voluntária ou involuntariamente, como "chantagem" para te  pressionar a assumir mais trabalho e responsabilidade do que você pode, deve ou quer assumir.

Em outras palavras, separando o pessoal do profissional, você vai conseguir dizer “não” com mais facilidade. Parece cruel, mas muitas vezes, isso acontece sem percebermos. Experimente e depois nos conte o resultado;

  • Determine horário de início e término do trabalho: Evitando ler e-mails e mensagens fora do expediente. É importante que o nosso cérebro saiba quais momentos precisa trabalhar e quais momentos precisa descansar;
  • Aprenda a delegar funções:  Isso vai diminuir a sua carga de trabalho e vai te ajudar a priorizar o que deve ser priorizado. No começo parece difícil, porque você vai achar que ninguém faz a tarefa tão bem quanto você, mas depois fica fácil.;
  • Não abra mão das folgas, férias e feriados: Esses momentos de descompressão são fundamentais para manter a sua saúde física e mental, além de te ajudar a ter mais criatividade;
  • Faça uma agenda ou crie uma rotina pessoal: Reserve momentos de trabalho e momentos de autocuidado e lazer. Tenha essa rotina com leveza, se não ela vai se tornar mais uma fonte de ansiedade e auto cobrança;
  • Defina pequenos objetivos: Pequenas metas pessoas e profissionais de curto prazo te ajudam a ter mais motivação;
  • Evite contato com pessoas negativas. Isso serve para evitar a Síndrome de Burnout e também para ser mais feliz;
  • Pratique atividade física com regularidade: Nosso corpo libera vários hormônios que geram bem-estar quando está se movimentando;
  • Mantenha uma boa alimentação e o sono em dia: Na medida do possível e, novamente, sem pressão e auto cobrança;
  • Se cobre menos: Você não é o Super Homem ou a Mulher Maravilha;
  • Passe menos tempo com smartphones e demais eletrônicos: Dedique mais tempo a você ou s sua família e amigos.

    Uma dica de ouro: Preste atenção aos sinais que seu corpo demonstra. Veja como se sente ao chegar e sair do trabalho, no seu ânimo, concentração e foco para cumprir tarefas. Como você se sente quando o despertador toca de manhã?

    Autoconhecimento é fundamental para a nossa saúde mental, mas  muitas vezes, temos dificuldade em entender o que estamos sentindo.

    Um instrumento bastante útil para reconhecer as nossas emoções e praticar auto conhecimento é o Diário de Emoções. Com ele, você conseguirá analisar aquilo que te faz mal para ter mais qualidade de vida e saúde mental.
    Clique aqui para baixar gratuitamente o Diário de Emoções que preparamos para você.

Acho que estou com Burnout, o que posso fazer? 

Pedir ajuda a um profissional é a melhor opção. A avaliação psicológica auxiliará no autoconhecimento, ajudando a lidar e contornar os problemas

O profissional também indicará atividades, ações e tratamentos que ajudem a amenizar os sintomas e a curar o quadro.

Nos casos mais graves, a intervenção médica por meio de medicamentos também é necessária.

Para concluir: Não se ignore!  

Clique aqui para receber dicas de saúde direto no seu e-mail

Não vá embora ainda! Continue no Blog da Amparo Saúde. Veja outros conteúdos sobre saúde que separamos para você.

Depressão tem tratamento. Saiba mais sobre essa doença. 

Infarto: entenda os sinais que seu corpo dá antes de um ataque cardíaco. Clique aqui.

Teste de gravidez caseiro funciona? Confira essa e outras dúvidas. Clique aqui.

AIDS/HIV: O que é PrEP e porque ela salva milhares de vidas. Clique aqui.