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O que é produtividade tóxica? Entenda como trabalhar demais pode prejudicar a sua saúde mental

Muito trabalho, estudo, cursos EAD, exercícios físicos, rotina de skincare... Você sente que está sempre ocupada(o)? Saiba que você não está só. Muitos de nós estamos vivendo esse excesso de produtividade e não sabemos como sair dessa espiral que nos colocamos. É a chamada Produtividade Tóxica ou Hiper produtividade.

O período da pandemia é devastador e, junto da pandemia do Covid-19, temos outra acontecendo de forma silenciosa: a piora da saúde mental. Neste artigo será abordada a produtividade tóxica e como o excesso de trabalho e cobrança podem ser prejudiciais para a nossa saúde mental.

Mas, produzir e ser produtivo não é bom? A resposta é sim, porém todo excesso pode transformar-se em problemas. A produtividade tóxica nada mais é do que o desejo insaciável de produzir muito e o tempo todo não levando em consideração aspectos psíquicos, físicos e ambientais.

O que é produtividade tóxica?

Existem algumas explicações para esse excesso de produtividade justamente no período em que estamos vivendo. Falarei de duas delas: instabilidade financeira e instabilidade no mercado de trabalho.

De um lado, a vida está cada vez mais cara. Preços elevados, mudanças imprevisíveis nos desenhos de cargos e produtos de primeira necessidade sofrendo aumentos por conta da inflação, aumentam a sensação (cada dia mais real) de que o dinheiro está desvalorizado. Do outro, o mercado de trabalho também mostra instabilidade com mudanças nas empresas, demissões em massa e recontratações “compactas”, tirando do mercado colaboradores de anos com altos salários e contratando vários profissionais para suprir a necessidade de um, por valores bem menores.

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Além disso, como consequência deste mercado de trabalho mais competitivo, um outro fenômeno está acontecendo: a busca pela alta capacitação e/ou atualização com cursos EAD, já que, em teoria, temos mais “tempo livre”. Muitas pessoas aproveitaram o momento para fortalecer o currículo e, assim, conseguir competir no mundo corporativo que quase não era competitivo (contém ironia).

Contudo, precisamos lembrar que não somos máquinas, e se seguirmos nesse ritmo de produção, o ambiente de trabalho, seja ele interno(na mente) ou externo(home office ou presencial) poderá adoecer de modo fatal. 

Essa é a produtividade tóxica. Produção à nível exponencial, sempre olhando para o lado, para certificar-se que o outro não acompanha, e para frente com um olhar na parede para que o chefe não perceba que tudo o que queremos é poder descansar ou descobrir sentido naquilo que estamos fazendo. Às vezes, o maior desejo é sucumbir ao “bug mental” (afinal, as próprias máquinas entram em “bug”!) por que só assim conseguiremos descansar.

Para piorar o quadro de auto cobrança, existem também as redes sociais que disseminam a felicidade maquiada dos filtros, fotos e vídeos que tornam qualquer pessoa “perfeita”. Nesses ambientes de fantasia onde é possível consumir de tudo, consumimos também padrões elevados, sentimentos de menos valia e desvalorização total da autoestima. 

Essa  fantasia e ideais estão presentes também pode ser transposta para o mundo corporativo. Sempre terá um colega melhor, que viajou mais o mundo, com um inglês melhor que o meu ou que tem um currículo mais interessante para que a gente se compare e fique mentalmente doente.

Existem síndromes típicas de quem trabalha demais e de maneira tóxica, que criam paralelos entre o extremo produtivo e a Síndrome de Burnout, pois ambos despertam a necessidade de mostrar que se pode mais, que se entrega mais e que, consequentemente. O estresse resultante da produtividade tóxica resulta, inclusive, em sintomas físicos e as crises de ansiedade se tornam cada vez mais o fator base para muitos inícios de adoecimento emocional.

Importante: condições de saúde mental como ansiedade e síndrome de Burnout precisam de acompanhamento profissional. Está sentindo algo ou quer falar com alguém? Fale com um dos nossos psicólogos!

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Como não deixar que a produtividade tóxica prejudique nossa saúde mental?

Para que a produtividade tóxica não ecloda ou leve a alguma condição de doença mental, é necessário um exercício de auto percepção e auto conhecimento

Devemos lembrar que o trabalho é apenas uma parte de quem somos e como nos colocamos no mundo. Por isso, a produtividade precisa ocupar um local de satisfação, gerando sentimentos de autonomia e autor responsabilidade diante da própria história de vida. Isso certamente proporcionará crescimento e desenvolvimento emocional.

É real a ideia de cuidar da saúde mental, por meio de processos terapêuticos de autoconhecimento. Com eles é possível estar conectado consigo mesmo e perceber que comportamentos excessivos estão ligados a um processo de prazer e satisfação, o que, em quase todos os casos resulta no adoecimento psíquico e físico.

A lição que fica é que a produtividade exacerbada cobra sempre um preço altíssimo: a própria saúde.

Pra você saúde mental e psicólogas(os) ainda são um tabu?

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