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Estamos com você! Depressão tem tratamento. Saiba mais sobre essa doença

A depressão está cada vez mais presente na nossa sociedade, sendo para alguns considerada um problema de saúde pública que atinge pessoas de todas as idades.

Segundo dados do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos estima-se que 8,1% dos adultos americanos com 20 anos ou mais tiveram períodos de depressão entre 2013 e 2016. No Brasil, segundo país com mais pessoas deprimidas nas Américas, a doença também é bastante comum, atingindo 5,8% das pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.  , 

Assim como outros transtornos do humor ou doenças de saúde mental, a depressão está envolta em estigmas e tabus que impedem, muitas vezes, as pessoas de procurarem ajuda especializada. Frases como “isso é frescura!”, “isso é falta de força de vontade” ou “no meu tempo, depressão não existia” aumentam ainda mais o sofrimento psíquico de quem tem depressão.

Nós da Amparo Saúde sempre reiteramos que a melhor maneira de acabar com um tabu é falando sobre ele. Por isso, nesse artigo falaremos sobre as causas, sintomas, a diferença entre depressão e tristeza, depressão pós-parto e formas de ajudar alguém que sofre de depressão.

O que é depressão

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, a depressão é classificada como um transtorno de humor comum, mas sério, que afeta a forma como você sente, pensa e lida com as suas atividades diárias. 

A depressão gera grande sofrimento, prejudicando a vida social, trabalho e relacionamentos interpessoais. Hoje, as causas da doença estão sendo estudadas mas, tudo indica que seja uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos 

Existem dois tipos principais de depressão classificados de acordo com a gravidade e persistência dos sintomas.

  • Transtorno depressivo maior: forma mais grave de depressão que dura no mínimo 2 semanas e é caracterizado por sentimentos contínuos (na maior parte do dia) de tristeza, desânimo, melancolia e perda de interesse nas atividades cotidianas.
  • Transtorno depressivo persistente: também chamada de distimia é a forma mais branda da depressão, porém, é crônica e também precisa de tratamento. 

Por ter sintomas mais brandos, o TDP pode ficar anos sem ser diagnosticado e causar prejuízos na qualidade de vida da pessoa sem ela perceber. Muitas vezes, a própria pessoa acha que esse sentimento contínuo de desesperança é parte da personalidade dela e não procura ajuda. 

Mas como diferenciar a depressão clínica de episódios de tristeza e melancolia que são normais durante a vida? Existem algumas diferenças fundamentais.

Depressão ou tristeza?

Episódios de tristeza e melancolia são parte da vida e respostas emocionais aos acontecimentos do cotidiano, como a perda de um ente querido ou do trabalho.

Clique aqui e leia o artigo “Luto: veja como ajudar alguém que está passando por esse processo”.

Sentir tristeza é normal! Porém, a depressão é diferente de tristeza ou melancolia. Para diferenciá-las é importante avaliar se o sentimento de tristeza, desânimo, desesperança e falta de vontade de fazer as atividades mais simples do cotidiano, como arrumar o quarto ou tomar banho, são passageiros ou acontecem regularmente. 

Caso aconteçam regularmente, deve-se buscar ajuda médica, pois pode ser depressão.

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Existem  alguns  sintomas que o médico irá observar, seguindo o Critérios Diagnósticos – Transtorno Depressivo Maior (DSM-V) , para diagnosticar a depressão

Além do sentimento de tristeza e do desânimo, a depressão possui outros sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos, como:

  • Alterações de humor: sentimentos como raiva, irritabilidade, agressividade e inquietação;
  • Alterações do sono: insônia, excesso de sono durante o dia ou sono agitado com pesadelos;
  • Isolamento: a pessoa depressiva pode se isolar, parar de falar com as pessoas e não ter mais interesse em encontros sociais.
  • Dificuldade de concentração: perda de memória, dificuldade para fazer tarefas simples e dificuldade para completar frases também podem ser observados;
  • Pensamentos suicidas: o suicídio é o pior desfecho para alguém que sofre de depressão. Segundo a OMS, 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos.
  • Sensação de vazio e de tristeza profunda: sentimentos como desesperança e perda de sentido da vida. É comum ouvir frases como “Para que preciso fazer isso?” ou “Nada vai dar certo”;
  • Sintomas físicos: pessoas com depressão podem ter fadiga extrema, dores de cabeça e problemas digestivos.

Esses sintomas podem ser observados em homens e mulheres. Contudo, existem tipos de depressão que são exclusivos em mulheres, como a depressão pós-parto, uma condição envolta em mitos.

O que é depressão pós parto

A depressão pós parto é um episódio depressivo de moderada a grave intensidade que atinge mulheres após o nascimento do bebê. Segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia), as mulheres são mais suscetíveis nos primeiros 6 meses após o parto, com uma prevalência de 7,2%

O que causa a depressão pós-parto? Tudo indica que a redução natural nos níveis de hormônios reprodutivos no pós-parto é a principal causa da doença, pois afeta o processamento cognitivo das emoções influenciando outros riscos psíquicos e sociais.

A depressão pós-parto é complexa e, muitas vezes, causa ansiedade, culpa, insegurança e vergonha na mulher. Por isso, de acordo com um estudo dos Estados Unidos apenas 14% das mulheres receberam tratamento para a doença. Um número muito baixo, considerando os prejuízos emocionais que essa condição causa!

Como é o tratamento para a depressão?

O tratamento ideal para a depressão é feito com base na avaliação médica do tipo e grau da depressão, sendo que, caso o profissional ache necessário a intervenção com medicamentos antidepressivos pode ser necessária em conjunto com a psicoterapia e outras ações.

O medicamento é escolhido com base no histórico do paciente, no subtipo da depressão, sintomas e também considerando o seu estilo de vida

Alguns pacientes lidam melhor e têm uma melhora na depressão com determinados tipos de medicamentos. Por isso, a transparência e relação de confiança entre médico e paciente é fundamental para o sucesso do tratamento.

O tratamento é fundamental! De acordo com o Ministério da Saúde, entre 90 a 95% dos pacientes têm remissão total da depressão com o tratamento adequado. 

A Medicina de Família e Comunidade que enxerga o indivíduo como um todo inserido no seu contexto social propõe algumas atividades que o indivíduo pode fazer para acelerar a sua recuperação e ajudar no tratamento da depressão, Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade essas atividades são: 

  • Praticar atividades físicas
  • Ter uma dieta saudável e balanceada
  • Fazer técnicas de relaxamento, como meditação
  • Ter hábitos saudáveis de sono
  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Criar uma rotina diária

Importante: Preste atenção aos sinais que seu corpo demonstra. Veja como se sente ao chegar e sair do trabalho, no seu ânimo, concentração e foco para cumprir tarefas. Como você se sente quando o despertador toca de manhã?

Autoconhecimento é fundamental para a nossa saúde mental, mas  muitas vezes, temos dificuldade em entender o que estamos sentindo.

Um instrumento bastante útil para reconhecer as nossas emoções e praticar auto conhecimento é o Diário de Emoções. Com ele, você conseguirá analisar aquilo que te faz mal para ter mais qualidade de vida e saúde mental.
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Dicas para ajudar alguém com depressão

Confira dicas da psicóloga Muriell Coelho da Silva para alguém que está com depressão:

  • Procure um profissional de saúde mental: ao contrário dos tabus de que psicólogo auxilia só quando existem problemas, no caso da depressão, além de oferecer um suporte emocional para o paciente, também é realizado um trabalho de reconstrução emocional, onde a auto percepção e o amor próprio são fortalecidos. Assim, o paciente acometido pela depressão, juntamente com os outros métodos, tem energia para retomar a autonomia de sua vida.
  • Atividade física: faça as atividades que te deem prazer! 
  • Alimentação saudável: além de fazer bem para a sua saúde como um todo, também ajuda a regular o seu organismo.
  • Higiene emocional: quando os pensamentos são voltados para o autocuidado.
  • Planejamento dos ambientes: muitas vezes o indivíduo adoeceu naquele ambiente e, por isso, é necessário repensá-lo para obter mudanças externas.
  • Processo de autoconhecimento: importante para a detecção de que as coisas não andam bem. Hábitos saudáveis auxiliam nesse objetivo.

Pra você saúde mental e psicólogas(os) ainda são um tabu?

Vamos mudar isso! Caso você esteja sentindo algo ou precise conversar com alguém, fale com a Amparo Saúde! Temos um time de especialistas em saúde mental prontos para te acolher, ouvir e te ajudar a ter mais saúde mental e qualidade de vida. Nossas(os) psicólogas(os) e médicas(os) de família atendem via telemedicina com total sigilo no conforto e segurança da sua casa.

A Amparo Saúde está ao seu lado!

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