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Outubro Rosa: quais são os fatores de risco para o câncer de mama?

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres no Brasil, com 66 mil casos todos os anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Assim como todos os tipos de câncer, o câncer de mama acontece quando as nossas células se dividem e se multiplicam de maneira descontrolada, invadindo tecidos e órgãos.

  Existem fatores de risco controláveis, como o estilo de vida, e incontroláveis, como fatores genéticos, que podem aumentar as chances de desenvolver o câncer de mama. Por exemplo: uma pesquisa da American Cancer Society divulgada em 2014 feita com 70.000 mulheres entre 1992 e 2009 mostrou que uma caminhada diária reduz em 14% o risco de se desenvolver o câncer de mama. Ou seja, uma mudança pequena no estilo de vida que faz toda a diferença e pode salvar vidas!

Neste artigo explicaremos quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama e se há algo que pode ser feito para prevenir a doença.

O que são fatores de risco

Antes de começar a falar sobre os fatores de risco para o câncer de mama, é importante explicar o que são fatores de risco. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), os fatores de risco são fatores genéticos e ambientais que estão associados ao aumento da probabilidade de se desenvolver uma doença.

Além disso, o mesmo fator pode ser um fator de risco para diferentes doenças. Por exemplo, a obesidade é fator de risco para Acidente Vascular Cerebral e para diabetes. Ou o alcoolismo é fator de risco para diversos tipos de câncer.

Esses fatores são descobertos por meio de estudos epidemiológicos feitos com uma grande quantidade de pessoas. Segundo o Onco Guia, só é considerado um fator de risco quando vários estudos apontam uma associação entre a variável e a doença, e quando há mecanismos que explicam o porquê essa característica ou comportamento está associada ao risco maior da doença se desenvolver. 

É importante dizer que ter um ou mais fatores de risco não significa que você desenvolverá a doença ou condição. Significa apenas que as suas chances de desenvolver a doença, quando comparamos com pessoas que não têm esses fatores, são maiores. Muitas pessoas têm um ou mais fatores de risco para câncer de mama, mas nunca o desenvolverão.

Por fim, embora você não possa controlar ou reduzir alguns fatores de risco - como a sua idade ou genética - existem outros que você pode influenciar e alterar, como mostrou a pesquisa sobre caminhadas diárias que mencionamos acima. A seguir, listamos os principais fatores de risco para o câncer de mama.

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Fatores de risco genéticos e de histórico pessoal

Para melhor entendimento, vamos separar os fatores de risco entre genéticos e de história pessoal e riscos referentes ao estilo de vida.

Quando se trata de fatores de risco ligados à genética e história pessoal, não há muito que você possa fazer para mudá-los. Mas saber sobre eles pode te ajudar a ficar vigilante quando se trata de sua saúde. Por isso, converse com o seu profissional de saúde sobre esses fatores de risco e o que você pode fazer para minimizá-los, sempre que possível.

  • Sexo e idade: dois dos maiores fatores de risco para câncer de mama que não podem ser alterados. Primeiro, por conta de diversos fatores, as mulheres têm maior probabilidade de desenvolver câncer de mama do que os homens. O câncer de mama em homens existe mas é muito mais raro.

Além disso, é cientificamente comprovado que o risco de câncer de mama aumenta com a idade. Por exemplo, uma mulher de 55 anos tem chances maiores de desenvolver a doença do que uma mulher de 25 anos. É por isso que o Ministério da Saúde recomenda que sejam feitas mamografias de rotina a cada 2 anos em mulheres com mais de 50 anos. 

  • Histórico familiar e pessoal: ter um parente próximo que recebeu um diagnóstico de câncer de mama ou câncer de ovário aumenta o risco de você também desenvolver a doença. Esse risco é mais do que o dobro se você tiver um parente de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) que teve câncer de mama, de acordo com uma análise feita com mais de 113.000 mulheres.  

Se você já teve um diagnóstico de câncer de mama no passado, você também tem um risco maior de desenvolver um novo câncer na outra mama ou em uma área diferente na mesma mama.

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  • Fatores reprodutivos: de acordo com um Revisão de pesquisa de 2017, ficar menstruada pela primeira vez antes dos 12 anos ou passar pela menopausa depois dos 55 anos pode aumentar o risco de câncer de mama por conta exposição ao hormônio estrogênio. 

Além disso, não ter filhos, ou ter seu primeiro filho depois dos 30 anos também pode aumentar o seu risco.

Fatores de risco referentes ao estilo de vida

Ao contrário dos fatores de risco genéticos e de histórico pessoal, os fatores de risco referentes ao estilo de vida são aqueles sobre os quais a mulher tem maior controle e possibilidades de mudanças. São eles:

  • Dieta e exercícios: de acordo com um estudo de 2014,  uma dieta rica em gordura saturada (carnes e queijos gordurosos, por exemplo) pode aumentar o risco de câncer de mama. Segundo especialistas, o ideal é sempre ter uma dieta com menor quantidade dessa gordura e grande quantidade de alimentos in natura, como vegetais, frutas e grãos, e carnes magras, como frango ou peixe.

Um estilo de vida sedentário também pode aumentar as chances do câncer de mama se desenvolver. Por outro lado, de acordo com estudos, atividade física regular feita em um ritmo moderado a vigoroso pode reduzir essas chances em até 25%.

  • Ter sobrepeso ou obesidade: esse fator de risco é especialmente importante em mulheres na pós-menopausa.

O risco aumentado se deve ao fato das células de gordura produzirem estrogênio, aumentando a quantidade desse hormônio no corpo da mulher. Ter níveis mais altos de estrogênio pode aumentar o risco de desenvolver câncer de mama com receptor hormonal positivo .

  • Consumo de álcool: o consumo de álcool em excesso também aumenta os níveis de estrogênio no corpo. Além disso, o álcool pode danificar o DNA das células, fazendo com que falhas aconteçam e elas se dividam descontroladamente.

Estudos apontam um risco 32% maior de desenvolver o câncer de mama em mulheres que bebem, pelo menos, 3 bebidas alcoólicas por dia. 

  • Terapia hormonal: há evidências científicas que demonstram que fazer terapia hormonal pós-menopausa aumenta consideravelmente os riscos de câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem uso de estrogênio e progesterona. A boa notícia é que o risco volta ao normal 2 anos após a interrupção da terapia.

Os 3 últimos fatores de risco referentes ao estilo de vida se relacionam com o aumento dos níveis de hormônios femininos no organismo. Por isso, você deve estar se perguntando qual a relação entre esses hormônios e o câncer.

Esses hormônios preparam o corpo da mulher para uma possível gravidez, regulam o ciclo menstrual, auxiliam no desenvolvimento dos órgãos reprodutores femininos e estimulam as células mamárias da mulher desde a primeira menstruação até a menopausa. Assim, alterações nos níveis deles podem fazer com que as células mamárias se dividam mais,  aumentando as chances de um erro acontecer e esse processo sair do controle.

Para finalizar, é importante lembrar que manter uma relação de confiança e transparência com o seu ginecologista ou médico de família é fundamental para você entender os seus possíveis fatores de risco e maneiras de prevenir ou diagnosticar o câncer de mama.

Esse artigo é um resumo. Cada mulher é uma mulher. Por isso, não deixe de falar com o seu profissional de saúde.

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