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Outubro Rosa: respondemos as 5 dúvidas mais buscadas na internet sobre Câncer de Mama.

O que é câncer de mama?

Nossas células estão se multiplicando e crescendo o tempo todo. Isso é fundamental para a vida. Um câncer ocorre quando mutações em genes que regulam o crescimento celular fazem com que nossas células se dividam de maneira descontrolada invadindo tecidos e órgãos.

Quanto mais as células têm contato com o ambiente, mais elas precisam se renovar e maiores são as chances de um erro acontecer, resultando em multiplicação descontrolada. Essa é uma das razões para que os tipos de cânceres mais comuns no Brasil, segundo o INCA serem, nessa ordem: câncer de pele não-melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago. Órgãos com frequente renovação celular. 

Em mulheres, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum com estimativas de 66 mil casos em 2020.  Este câncer se desenvolve nas células da mama, normalmente surgindo nos lóbulos (glândulas que produzem o leite) ou nos dutos mamários (canais que levam o leite dos lóbulos para os mamilos), mas também pode ocorrer no tecido adiposo ou no tecido conjuntivo fibroso da mama.

Caso não sejam impedidas, as células cancerosas não controladas podem invadir o tecido mamário saudável e viajar para os gânglios linfáticos sob os braços, de onde se espalham para outras regiões do corpo.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

Existem vários fatores de risco que aumentam suas chances de desenvolver câncer de mama. No entanto, ter um desses  fatores não significa que você definitivamente desenvolverá a doença.

Segundo a ciência os principais fatores de risco para o câncer de mama são:

  • Idade: o risco de desenvolver câncer de mama aumenta com a idade. A maioria dos cânceres de mama invasivos é encontrada em mulheres com mais de 55 anos.
  • Ingestão de álcool: excesso no consumo de álcool é prejudicial para a saúde como um todo e aumenta o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.
  • Genética: algumas mutações genéticas contribuem para um risco maior de câncer de mama.
  • Dar à luz após os 35 anos: as mulheres que têm seu primeiro filho após essa idade têm um risco aumentado de câncer de mama.
  • Ter feito terapia hormonal: mulheres que tomaram ou estão tomando medicamentos de estrogênio e progesterona para ajudar a reduzir os sintomas da menopausa têm maior risco de câncer de mama.
  • Histórico familiar: se uma parente próxima do sexo feminino (mãe, avó, irmã e filha, principalmente) teve câncer de mama, a mulher tem um  risco maior de desenvolvê-lo.
    Porém, mesmo se não existir um histórico familiar de câncer de mama, isso não quer dizer que a mulher não corre o risco de desenvolver a doença.
  • Nunca ter estado grávida: mulheres que nunca engravidaram ou tiveram uma gravidez completa têm maior probabilidade de desenvolver câncer de mama.
  • Câncer de mama anterior: mulheres que já tiveram câncer de mama, têm um risco maior de desenvolver a doença novamente. Um estudo americano feito com 20.027 mulheres mostrou uma taxa de reincidência de 36,8% em 10 anos. 
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Quais os sinais e sintomas do câncer de mama?

Em seus estágios iniciais, o câncer de mama pode ser imperceptível, pois é muito comum que o tumor seja muito pequeno para a mulher conseguir notá-lo facilmente.

Assim, quando a mulher consegue senti-lo, por meio do autoexame ou da observação, esse tumor tem a aparência e a sensação de um nódulo, uma bolinha. 

Contudo, vale lembrar que nem todo nódulo ou caroço nas mamas é um tumor maligno. É preciso a avaliação de um profissional de saúde que orientará sobre os exames necessários para o diagnóstico.

Cada tipo de câncer de mama pode causar diversos sintomas, sendo que para algumas mulheres a doença é assintomática. Por isso, é importante que a mulher conheça o seu próprio corpo para identificar algum dos sinais de alerta a seguir:

  • Nódulo mamário nos seios ou axilas, sendo que geralmente esse nódulo se desenvolveu recentemente e a mulher não havia notado
  • Dor em qualquer região do seio: sensação de repuxamento também pode ocorrer.
  • Alterações no tamanho ou formato dos seios
  • Inchaço ou espessamento em todo seio ou parte dele
  • Secreção ou corrimento diferente do leite materno, podendo conter sangue.

Fonte: Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC): 

Ter algum desses sintomas, não significa necessariamente que a mulher está com câncer de mama. É importante a avaliação do médico e os exames necessários.

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Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

Para determinar se os sintomas são causados ​​por câncer de mama ou por uma doença benigna da mama, o médico precisará fazer um exame físico completo, além do exame das mamas. Os meios de fazer o diagnóstico do câncer de mama são:

  • Mamografia: exame mais usado para diagnosticar o câncer, pois, por meio dele, conseguimos ver através do tecido da mama como um Raio-x.

Em outros países, é recomendado que mulheres façam mamografia de rotina a partir dos 40 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a partir dos 50 anos. 

  • Ultrassom: uma ultrassonografia mamária usa ondas sonoras para criar uma imagem dos tecidos mais profundos das mamas. Por meio dela, o médico pode fazer a distinção entre uma massa sólida, como um tumor, e um cisto benigno.

Também é possível que o profissional de saúde recomende exames complementares como uma ressonância magnética. 

Como é o tratamento do câncer de mama?

O tipo de tratamento escolhido depende do estágio do câncer de mama (se está no início ou avançado), da extensão e do tamanho do tumor.

Para começar, o médico determinará o tamanho, estágio e grau do câncer (a probabilidade de crescer e se espalhar). Depois disso, as opções de tratamento serão discutidas.

A cirurgia é o tratamento mais comum para o câncer de mama, porém, tratamentos adicionais, como quimioterapia, terapia direcionada, radiação ou terapia hormonal também podem ser indicados.

Cirurgia: vários tipos de cirurgia podem ser usados ​​para remover o câncer de mama, incluindo lumpectomia, mastectomia, mastectomia profilática contralateral, entre outras.

Terapia de radiação: com a radioterapia, feixes de radiação de alta potência são usados ​​para atingir e matar células cancerosas. 

Os avanços no tratamento do câncer também permitiram aos médicos irradiar o câncer de dentro do corpo. Este tipo de tratamento por radiação é denominado braquiterapia .

Quimioterapia: a quimioterapia é um tratamento medicamentoso usado para destruir células cancerosas e costuma ser usada junto com outros tratamentos, especialmente a cirurgia.

Em alguns casos, os médicos preferem administrar quimioterapia aos pacientes antes da cirurgia com o objetivo do tratamento diminuir o tumor para que a cirurgia não precise ser tão invasiva.

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