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AIDS/HIV: O que é PrEP e porque ela salva milhares de vidas

Um grupo de 6 jovens sorrindo para frente

Desde o surgimento, no início dos anos 1980, a AIDS causou profundas mudanças na nossa sociedade. 

Ainda hoje, a doença é envolta em dúvidas, estigmas e preconceitos. 

Por acreditar que a informação é a maior aliada da saúde, o blog da Amparo Saúde preparou esse artigo para você.

A AIDS - Síndrome da Imunodeficiência Humana, em inglês - é uma doença causada pelo vírus HIV que afeta o sistema imunológico das pessoas, deixando-o vulnerável às chamadas infecções oportunistas. 

Essas infecções que, em pessoas com o sistema imunológico saudável, são facilmente combatidas, em pessoas portadoras do vírus podem levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a AIDS é classificada como uma pandemia, sendo que 690 mil pessoas morreram por causas relacionadas ao HIV no ano de 2019 e 38 milhões de pessoas eram portadoras do vírus nesse mesmo ano. 

No Brasil, em 2019, segundo dados do Ministério da Saúde, 920 mil pessoas eram HIV-soropositivas.

HIV e AIDS são a mesma coisa?

O HIV é o vírus causador da AIDS, mas alguém HIV-soropositivo não necessariamente desenvolve a AIDS. Vamos explicar melhor.

A AIDS ocorre quando o vírus diminui a quantidade de linfócitos T (células que protegem o nosso organismo de microorganismos) no nosso sangue a um nível tão baixo que deixa o nosso sistema imunológico muito suscetível às infecções oportunistas.

A boa notícia é que uma pessoa pode viver durante décadas sendo portadora do vírus HIV e não desenvolver a AIDS, caso faça o tratamento com antirretrovirais corretamente.  

Esse tratamento com antirretrovirais, medicamentos que impedem a multiplicação do vírus, tem como objetivo principal deixar a quantidade de vírus HIV em níveis muito baixos no organismo, impedindo que a AIDS se desenvolva. 

Pesquisas estimam que, sem tratamento adequado, 50% das pessoas portadoras do vírus HIV desenvolvem a AIDS em 10 anos. 

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Prevenção

As principais formas de se prevenir a infecção pelo vírus HIV são:

  • Práticas sexuais seguras: uso de preservativos masculinos e femininos;
    Segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o uso de preservativos ajuda a a prevenir o HIV tanto em sexo vaginal e anal, quanto em sexo oral e compartilhamento de brinquedos sexuais;
  • Transfusões de sangue seguras;
  • Uso de agulhas esterilizadas;
  • Não compartilhar seringas e agulhas;
  • Tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia, sífilis; herpes, entre outras,
  • Testagem periódica: feitos por meio de coleta de sangue e podem ser testes rápidos (resultado em 20 minutos) ou teste convencional. Os testes para detectar o HIV são gratuitos pelo Sistema Único de Saúde

Confira o vídeo do Ministério da Saúde sobre formas de prevenir o HIV

 

Essas medidas de prevenção devem ser tomadas dentro da Estratégia de Prevenção Combinada que é um conjunto de abordagens que, feitas simultaneamente, reduzem o risco de uma pessoa contrair o vírus HIV. 

Um exemplo de Prevenção Combinada é a testagem periódica, junto do uso de preservativos. Outras medidas de prevenção combinadas são a Profilaxia Pré-Exposição e Profilaxia Pós-exposição que vamos explicar a seguir.

PrEP (Profilaxia Pré-exposição)

A prEP, Profilaxia pré-exposição, é um método de prevenção à infecção pelo HIV feito com o uso de medicamentos que devem ser tomados diariamente. 

Esses medicamentos impedem que a infecção se desenvolva caso a pessoa tenha contato com o vírus HIV e, segundo alguns estudos, reduzem em 10 a 20 vezes a chance de transmissão do vírus.

As autoridades de saúde recomendam que o paciente faça o uso da prEP como Estratégia de Prevenção Combinada com o uso de preservativos e com o rastreamento periódico. 

O tratamento preventivo com a prEP é seguro, mas as pessoas podem sentir alguns efeitos colaterais como dores no estômago, dor de cabeça e perda de apetite.

PEP (Profilaxia Pós-exposição)

A Profilaxia Pós-Exposição é um método de prevenção de urgência contra a infecção pelo HIV que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais que reduzem o risco da pessoa contrair o vírus. Segundo o Ministério da Saúde, a PEP deve ser usada nas seguintes situações:

  • Violência sexual;
  • Relação sexual não segura: sem o uso de preservativo ou com um preservativo danificado;
  • Acidente ocupacional: Quando um enfermeiro ou tatuador, por exemplo, entra em contato com agulhas, materiais não esterilizados ou sangue. 

A Profilaxia Pós-Exposição é considerada uma emergência médica, sendo que o uso dos medicamentos deve ser feito em até 72 horas após a situação de exposição ao vírus.

AIDS e Atenção Primária à Saúde

A Atenção Primária à Saúde é fundamental quando se pensa em HIV/AIDS, pois cria um eixo de cuidado e coordenação que atua tanto na prevenção da doença, quanto no acesso ao tratamento, medicamentos e outras ações que preservem a qualidade de vida das pessoas HIV-soropositivas.

  • Prevenção: O Médico de Família, por conhecer de perto o perfil, histórico e contexto de cada paciente, consegue promover ações bem direcionadas para reduzir as chances dele contrair HIV. Em outras palavras, como a APS enxerga o paciente dentro do seu contexto social, a equipe de saúde consegue adequar as ações e abordagens de acordo com a demanda deste paciente;
  • Tratamento: O primeiro princípio da Atenção Primária é o acesso que é o conjunto de ações feitas para que as pessoas tenham acesso ao atendimento de saúde. No caso do HIV, promover o acesso das pessoas à Saúde de qualidade impacta diretamente no diagnóstico precoce e tratamentos adequados;
  • Cuidado coordenado: Para a pessoa com HIV é fundamental o acompanhamento ao longo do tempo e a relação de confiança com o médico de família. Por meio desse cuidado, o paciente se mantém sempre bem informado, assistido e a sua qualidade de vida é, consequentemente, preservada.

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    Fontes:

OPAS/OMS Brasil - Folha informativa - HIV/aids 

 (Mandell, Douglas and Bennett's Infectious Disease Essentials